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sábado, 31 de maio de 2014

Personalidade do Mês: Bob Dylan

por Matheus Braz

Mais um mês acaba, e anunciamos a chegada da metade do ano!!! O tempo passa rápido atualmente, não é mesmo. Porém, para algumas coisas, parece que o tempo não passa de forma alguma. Por isso, nossa personalidade de maio é alguém adorado por muitas gerações, desde a década de 1960.

Fugindo um pouco de personalidades literárias, mas nem tanto, nosso convidado especial é um artista de múltiplos talentos. Cantor e compositor muito consagrado da música folk, também é pintor e escritor.

Robert Allen Zimmerman nasceu em Duluth, Minnessota, nos Estados Unidos, em 24 de maio de 1941. Aos 10 anos já se mostrou uma pessoa excepcional, escrevendo seus primeiros poemas; e na adolescência aprendeu sozinho a tocar guitarra e piano. Foi imitando grandes personalidades da música que sua carreira musical se deu início. Aos 18 anos abandonou os estudos e a cidade industrial de Hibbing e adotou o nome artístico de Bob Dylan, em homenagem ao poeta galês Dylan Thomas.
 
Woody Guthrie foi uma das grandes influências para Bob, que seguiu o estilo musical de seu ídolo, bem como o modo de vida. Isto é, Bob procurou a inspiração nas baladas tradicionais folk e pela militância social na época da grande depressão americana.


Sua carreira deu-se início em bares de Nova York. O reconhecimento público veio com os primeiros discos, em 1962 e 1963. Canções de protesto como Blowin’ in the Wind e The Times They Are a-Changin’, com mensagens de crítica ideológica, pacifismo e inconformismo, ajudaram a formar e expressar a consciência da nova geração.

Em 1965, Dylan adotou instrumentos de amplificação eletrônica e passou a compor Rock and Roll, com muito mais sucesso do que obtivera com as canções de protesto. Os discos Highway 61 Revisited (1965) e Blonde On Blonde (1966), com músicas inspiradas no blues, firmaram Dylan como astro do Rock e líder de popularidade. Depois de um acidente de moto, que o manteve afastado da música por algum tempo, Dylan reaproximou-se do judaísmo e voltou a surpreender o público com Nashville Skyline (1969), com elementos da música coutry e letras melancólicas. Lançou depois os discos Blood on the Tracks e Desire, ambos de 1975, e Infidels (1983). Em 1995, já com três décadas de carreira, retomou as raízes acústicas com Unplugged.

Podemos dizer que a revolução cultural associada ao rock e à música pop dos anos 1960 e 1970 teve em Bob Dylan um de seus iniciadores, influenciando grandes nomes, como John Lennon e Jimi Hendrix.
Álbuns após Infidels


1985 - Empire Burlesque
1986 - Knocked Out Loaded
1988 - Down in the Groove
1990 - Oh Mercy
1992 - Under the Red Sky
1993 - World Gone Wrong
1993 - Good as I Been to You
1997 - Time Out of Mind
2001 - Love and Theft
2006 - Modern Times
2009 - Together Through Life
2009 - Christmas in the Heart
2012 - Tempest

Curiosidades

Em 2012, Dylan, foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade, por Barack Obama.
Tarântula é o titulo do livro de Bob Dylan, escrito em 1966, mas só publicado em 1971.

Bob Dylan: 30 anos de carreira
  • Nesse vídeo de 1h30 de duração, vários cantores homenageiam Dylan cantando as músicas de sua autoria. Gravado em 1993.

REFERÊNCIA
ENCICLOPÉDIA Barsa. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica Ltda., v. 5, p. 272, 1997. 
 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

[Especial] Dia Internacional do Jazz


por Matheus



O dia 30 de abril não é mais um dia qualquer. Em 2011, a Unesco anunciou, juntamente com o pianista Herbie Hancock, o Dia Internacional do Jazz. E nós, do 10Culturando, não poderíamos deixar de fora esta data tão especial para diversos mestres e amantes desse estilo musical. iremos celebrar o Dia Internacional do Jazz.

O Jazz é um estilo musical de extrema riqueza e versatilidade que abrange as mais diversas manifestações culturais. Nasceu das canções dos escravos negros americanos, em seu processo de adaptação à nova cultura, e se consagrou como forma de expressão artística universal. Sua instrumentação, melodia e harmonia são europeias, o ritmo, o fraseado e certos temperos harmônicos derivam da música africana.
A primeira manifestação desse gênero se deu nos Estados Unidos, pelos escravos africanos trazidos para trabalhar como estivadores e que tinham costume de cantar e produzir músicas, as quais ficaram conhecidas como work songs. Essas canções mostravam complexidade rítmica com características polirrítmicas que vemos hoje no jazz.

Dessa variedade de ritmos, o blues é o mais importante das raízes do jazz, inicialmente como expressão vocal. No plano instrumental, o ragtime (estilo pianístico e que constitui uma espécie de versão negra das polcas e valsas importadas da Europa) é outra raiz fundamental.
Originalmente, o blues era um tipo de música folclórica, criada pelos escravos. Surgiu no século XIX, como uma espécie de profanação e individualização do spiritual. Em paralelo à formação do jazz, o blues evoluiu como estilo musical independente.
Além da influência do melódico-harmônico do blues, o Jazz também sofreu a influência da dinâmica rítmica do ragtime, que se mostrou quase o oposto da liberdade e da expressividade do blues - sendo uma música formal e escrita. Contudo, foi ele que deu ao jazz um sentido crucial de melodia, de forma e, provavelmente, de harmonia.
Nova Orleans tornou-se o berço do jazz, por haver muitos negros que habitavam essa região – população formada basicamente de origem africana, descendentes dos escravos trazidos aos EUA. Nas ruas da cidade de Storyville se formaram, também, as primitivas orquestras de jazz – as brass bands, fanfarras de negros e que desfilavam durante o Mardi gras, além de tocar em casamentos e enterros – e as jug bands, grupos que acompanhavam cantores de blues e usavam instrumentos feitos em casa, a partir de garrafas, caixas de charuto e até tábuas de lavar roupa (washboards).

É dessa época que surge o primeiro grande músico de jazz, o lendário cornetista Buddy Bolden, barbeiro de profissão e que morreu em 1931 e não deixou gravações para posteridade. As orquestras de Joe “King” Oliver, Freddie Keppard, Bunk Johnson, “Jelly Roll” Morton e Sidney Bechet foram as primeiras a enunciar os contornos do verdadeiro jazz. 

A partir de 1916, com o fechamento da zona boêmia de Storyville pela Marinha americana, o jazz trocou Nova Orleans por Chicago, onde reinaram músicos como "King" Oliver, Sidney Bechet e Louis Armstrong.

O primeiro disco de jazz foi gravado em 1917, pela Original Dixieland Jazz Band – uma orquestra de brancos. A partir de 1923, “King” Oliver faria as primeiras gravações importantes do chamado estilo Nova Orleans, caracterizado pela improvisação coletiva. 

A improvisação individual no jazz começou com o trompetista, cantor e chefe de orquestra Louis Armstrong, que foi, para muitos, o maior músico de jazz de todos os tempos. Sua técnica prodigiosa transformaria a música coletiva e primitiva de Nova Orleans, voltada para o entretenimento, num modo de expressão universal, que valorizava a interpretação individual e a forma “tema com variação”.

Atualmente ocorre todo ano o New Orleans Jazz & Heritage Festival, um dos mais tradicionais eventos de música, gastronomia e folclore dos Estados Unidos, e que nesta 45ª edição escolheu o Brasil para ser destaque no Cultural Exchange Pavilion (CEP), local que desde 1996 celebra a ancestralidade da cultura de Nova Orleans. 

Para ouvir as músicas desses grandiosos mestres do Jazz, clique na foto!

Louis Armstrong – All of me                                                  Billie Holiday (Lady Day) – Blue Moon
https://www.youtube.com/watch?v=4BSu-0bMaSQ
https://www.youtube.com/watch?v=9LOB_I7sgoI 

Ella Fitzgerald – Summertime                                                  Nat King Cole – Smile
https://www.youtube.com/watch?v=1TvUYSFRItohttps://www.youtube.com/watch?v=u2bigf337aU




Ouça outros músicos desse grande estilo aqui!