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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Resenha: O Clã dos Magos - livro 1


Obra escolhida para o Desafio Literário de Janeiro  
Autor: Trudi Canavan
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
páginas: 446





Sonea é uma garota simples e marginalizada, apesar de jovem, já tem seu coração endurecido pelas consequências da pobreza. Ela vivia com seus tios em uma hospedaria, mas a Guarda Real os expulsou para as favelas. Todos os anos, com a aproximação do inverno, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos e ninguém pode impedi-los, pois seu escudo protetor impede qualquer reação do povo... Impedia... foi o que aconteceu quando Sonea se reencontrou com antigos amigos de estripulias, hoje rebeldes, para provocar e afrontar os magos quando iniciavam sua “varredura”. Todos os rebeldes lançaram pedras sem efeito nos magos, menos uma: a pedra de Sonea, que não só passou pelo escudo dos magos provocando uma grande luz azul, como acertou em cheio um dos magos, deixando-o inconsciente. Como isso foi possível? Magos, Sonea e seus amigos fazem a mesma pergunta. Com medo da represália dos Magos e até mesmo de morrer, Sonea se esconde dos magos, que querem a todo o custo descobrir a origem de seu poder e ajudá-la a utilizar. E agora? Será que os magos realmente querem ajudá-la?
Os amigos rebeldes de Sonea tentam escondê-la do Clã dos Magos, que chegaram a oferecer uma boa recompensa. Por entre becos, vielas e esconderijos subterrâneos, Sonea e seus amigos têm se embrenhado na tentativa de escapar ilesos. Sonea está descobrindo seus poderes, inclusive conseguiu salvar-se e a seus amigos de caçadores de recompensas, mesmo não sabendo ainda do que realmente é capaz. Por outro lado, o Clã não é de um todo ruim como eu imaginava, mesmo preocupados com o surgimento de uma selvagem com poderes, dois magos - Rothen e Dannyl - procuram Sonea com o objetivo de serem seus tutores e de treiná-la, mas magos não tão bacanas, como Fergun (que por acaso foi atingido pela pedra de  Sonea), também quer a guarda, mas com algum outro objetivo ainda obscuro...
Os magos enfim conseguem capturar Sonea, pois seus poderes estavam saindo tanto do controle, que ao menor gesto, conseguia destruir quarteirões! Já no Clã, Lorde Rothen começa a ter contato com Sonea, completamente irada com os magos por toda sua postura perante os favelados de Irmaldin. Aos poucos, Rothen começa a mostrar para Sonea que os magos não são tudo o que ela imagina e tenta a convencer a se associar ao clã para desenvolver seus poderes. Sonea está decidida a voltar para a favela, mesmo sabendo que seus poderes seriam bloqueados para sempre. Eis que surge a maldade em formato de Lorde Fergun, que captura o melhor amigo de Sonea, Cery, com o objetivo de chantageá-la a ficar no clã e posteriormente traí-los. Sonea resolve ficar por conta da chantagem e escolhe Fergun como guardião, para espanto de Rothen, mas o Lorde Supremo (por mais que tenha salvo Cery e Sonea de Fergun, tem segredos muito obscuros) descobre o cativeiro de Cery e todos ficam sabendo da farsa.
O livro termina com o aceite de Sonea para entrar no Clã, mas desta vez com o objetivo de se tornar uma maga de cura para ajudar seus companheiros favelados, mas também para se proteger do segredo que tem com o Lorde Administrador, Lorlen, quando este leu sua mente para descobrir as atrocidades de Fergun. Sonea viu o Lorde Supremo, Akkarin, todo sujo de sangue, como se tivesse matado algo ou alguém... como é muito poderoso e o que provavelmente fez seja errado, Sonea, Lorlen, Rothen e Dannyl terão que se preparar para enfrentá-lo... veremos no próximo livro! 

Adorei!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Resenha: Alice no País das Maravilhas


Obra escolhida para o Desafio Literário de Janeiro  
Autor: Lewis Carroll
Editora:Zahar
Ano: 2010
páginas: 315





Juntos naquela tarde dourada
Deslizávamos em doce vagar,
Pois eram braços pequenos, ineptos,
Que iam os remos a manobrar,
Enquanto mãozinhas fingiam apenas
O percurso do barco determinar.

Ah, cruéis Três! Naquele preguiçar,
Sob um tempo ameno, estival,
Implorar uma história, e de tão leve alento
Que sequer uma pluma pudesse assoprar!
Mas que pode uma pobre voz
Contra três línguas a trabalhar?

Imperiosa, Prima estabelece:
"Começar já"; Enquanto Secunda,
Mais brandamente, encarece:
"Que não tenha pé nem cabeça!"
E tertia um ror de palpites oferece,
Mas só um a cada minuto.

Depois, por súbito silêncio tomadas,
Vão em fantasia perseguindo
A criança-sonho em sua jornada
Por uma terra nove e encantada,
A tagalerar com bichos pela estrada
- Ouvem crédulas, extasiadas.

E sempre que a história esgotava
Os poços da fantasia,
E debilmente eu ousava insinuar,
Na busca de o encanto quebrar;
''O resto, para depois...'' ''Mas já é depois!''
Ouvia as três vozes alegres a gritar.

Foi assim que, bem devagar,
O País das Maravilhas foi urdido,
Um episódio vindo a outro se ligar.
E agora a história está pronta,
Desvie o barco, comandante! Para casa!
O sol declina, já vai se retirar.

Alice! Recebe este conto de fadas
E guarda-o, com a mão delicada,
Como a um sonho de primavera
Que à teia da memória se entretece
Como a guirlanda de flores murchas que
A cabeça dos peregrinos guarnece.

O livro conta a história de uma menininha, em torno dos 6-7 anos, chamada Alice, que numa tarde em que passa com sua irmã, observa um coelho apressado e resolve segui-lo até sua toca. O que Alice não esperava é que o pequeno buraco pudesse levá-la a uma realidade totalmente diferente, povoado por animais que falam e criaturas peculiares.
Não estava esperando tudo aquilo que descobri depois que li. Acreditava que Alice não passava de mais um livro de contos de fadas, com mais uma criança bobinha e inocente.
Estava enganado. Apesar de completamente nonsense, não pude deixar de rir com o desenrolar das peripécias de Alice, dos seus comentários, sua teimosia e atrevimento, e de me identificar com alguns de seus hábitos.

Acredito que um dos momentos de que mais gostei, foi quando Alice se encontra com o Chapeleiro, a Lebre de Março e o Caxinguelê, e em determinado momento eles discutem sobre o tempo.
Esperava, é que o pequeno buraco pudesse levá-la a uma realidade totalmente diferente, povoada por animais que falam e criaturas peculiares.
Não pude deixar também, de refletir com muitos dos diálogos dos personagens, o que me leva a crer que este é um livro além da literatura infantil.

“Mas não quero me meter com gente louca, Alice Observou.
Oh! É inevitável, disse o Gato; ou não teria vindo parar aqui.
Como sabe que sou louca?, perguntou Alice.
Só pode ser, respondeu o Gato, ou não teria vindo parar aqui.”



Resenha: A Dança dos Dragões


Obra escolhida para o Desafio Literário de Janeiro  
Autor: George R. R. Martin  
Editora: Leya
Ano: 2012
páginas: 872






Confesso que sempre passei longe das prateleiras de literatura fantástica, seja por que nunca me despertou interesse, seja porque sempre achei que o drama humano, da vida real, trouxesse histórias mais densas e interessantes. Ledo engano.


Posso dizer que meu preconceito com relação ao gênero foi varrido de vez com a série “Crônicas de Gelo e Fogo” de George R.R. Martin. Talvez por que o autor tenha sido extremamente habilidoso em harmonizar os elementos fantásticos da narrativa com a densificação dos conflitos internos de seus personagens (muito embora, muitos deles não sejam humanos no sentido literal da palavra).

A Dança dos Dragões é o quinto volume da série “Crônicas de Gelo e Fogo” e retoma a história a partir do ponto em que termina o livro três, “A Tormenta de Espadas”. Martin deixa claro que os acontecimentos de “A Dança dos Dragões” ocorrem paralelamente àqueles narrados em “O Festim dos Corvos” (Livro quatro), porém enquanto este foca os acontecimentos de Porto Real, das Ilhas de Ferro e Dorne, aquele procura dar enfoque ao Norte, à Muralha e às Terras do Mar do Verão (Valíria).

A despeito das mais de 800 páginas do livro, a leitura é bastante fluida. A opção narrativa de Martin em atribuir cada capítulo às percepções de um personagem (os chamados “PDV” – Pontos de vista), torna a trama rápida e instigante. Em “A Dança dos Dragões” a história é essencialmente narrada desde as perspectivas de Daenerys Targaryen, Jon Snow, Tyrion Lannister e Bran Stark, o que, por si só, torna a leitura instigante, já que se tratam, creio eu, dos personagens mais populares da série.

            O que mais impressiona em Martin é a sua capacidade de frustrar expectativas, de guiar o leitor por um caminho para, logo em seguida, mudar todo o rumo do enredo. Aliás, ao longo da leitura dos livros da série, é possível perceber que uma das maneiras (sádicas) adotadas pelo autor para a manutenção da imprevisibilidade da série é a retirada de personagens, pelos quais você nutriu vínculos, do tabuleiro.

            Esqueça aquela história de que personagens principais são intangíveis à morte. Já disse Cersei Lannister “Quando se joga o jogo dos tronos, você vence ou você morre. Não existe meio-termo”.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Resenha: O Mágico de Oz


Obra escolhida para o Desafio Literário de Janeiro
Autor: L. Frank Baum 
Editora: Zahar 
Ano: 2013 
páginas: 223
 



“Dorothy vivia no meio das grandes pradarias do Kansas, com seu tio Henry, que cuidava de uma fazenda, e a tia Em [...]”. Assim inicia a história da pequena Dorothy, que vivia numa região cinzenta, triste e em situação precária sob a guarda de seus tios e com seu cachorrinho, Totó.

Mesmo quem nunca tenha assistido ao famoso filme que tornou Judy Garland em uma jovem estrela, sabe vagamente da história: um ciclone misterioso leva a garotinha e seu cachorro para bem longe de seus tios.
Quando o ciclone vai embora, Dorothy se vê em uma terra estranha e se depara com seres estranhos, mas bem amigáveis (em sua maioria). Tudo o que ela sabe é que deve seguir o caminho de tijolos amarelos e encontrar Oz na Cidade das Esmeraldas, pois ele a ajudará a retornar para casa.
Em sua jornada, Dorothy encontra com Espantalho, o Homem de Lata e o Leão, que passam a acompanhá-la para também se encontrarem com o grande Oz e conseguir realizar seus desejos. Nessa longa viagem, os quatro amigos enfrentam perigos, aventuras, desafios e seus próprios medos, mas que se descobrem a si mesmos e o verdadeiro valor que cada um possui.

***

Logo na apresentação da obra lê-se: “O Mágico de Oz está para os Estados Unidos, assim como Alice no País das Maravilhas está para a Inglaterra, ou os contos dos irmãos Grimm para a Alemanha”. Publicada em 1900, esta obra foi de grande importância para a época, e embora seja muito comparado à de Lewis Carroll, Baum não gostava do nonsense que era Alice. Contudo, gostava do enredo sempre agitado, em que aconteciam coisas diferentes, o que deixou milhares de crianças encantadas pela obra de Carroll. Foi assim que o escritor norte-americano se inspirou para criar a terra de Oz.
Com um quê de contos de fadas, O Mágico de Oz possui personagens bem estruturados, com aspectos quase que totalmente humanos. Se juntássemos os três amigos de Dorothy, podemos reconhecer os medos que temos de sermos incompletos: será que somos inteligente, bons e corajosos o bastante para seguirmos adiante?
A história em si é muito leve e divertida, embora a obra tenha um pouco mais de 200 páginas, se você tiver tempo, é uma leitura para um dia. Como a história é voltada para o público infanto-juvenil, os diálogos procuram trazer reflexão sobre o assunto e até posso dizer que tem um fundo de moral. Fiquei encantada com o personagem do Espantalho, pois apesar de ser quem supostamente não tem cérebro, é dele as melhores frases e ideias.
O trecho que mais me fez pensar foi o diálogo entre Dorothy e Espantalho, no qual este não entende como a menina pode querer voltar para um lugar tão feio, seco e triste como é o lugar que ela descreve como lar, sendo que tem uma terra linda e maravilhosa para desbravar em Oz. Eis que Dorothy retruca:


“– Isso porque você não tem cérebro. Por mais que nossas casas sejam tristes e cinzentas, nós, as pessoas de carne e osso, preferimos viver nelas do que [sic] em qualquer outro lugar, mesmo o mais lindo do mundo.” Então, finaliza com a famosa frase: “não há lugar como nossa casa!”

Então Espantalho suspira: “– Claro que não entendo, se as suas cabeças fossem recheadas de palha como a minha, o mais possível é que todos vocês vivessem nos lugares mais bonitos, e aí o Kansas ficaria sem nenhum morador. Ainda bem para o Kansas que vocês têm cérebro.”

Gostei muito do livro, não sei como demorei tantos anos para ler. Extremamente recomendado para crianças entre seus 8-12 anos, que estão iniciando sua vida como leitor.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Resenha: Bruxos e Bruxas


Obra escolhida para o Desafio Literário de Janeiro
Autor: James Patterson e Gabrielle Charbonnet
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
páginas: 288




O livro que li para o desafio com o tema fantástico foi o Bruxos e Bruxas, de James Patterson.
Ele conta a história de dois irmãos que vivem em um mundo onde ser adolescente já é visto com maus olhos, ser bruxo então... é punido com a morte. Basta ter o gene para ser jogado em um presídio. E é isso que acontece com Wisty e Whit, que são retirados de casa no meio da noite e levados, sem maiores explicações, para uma prisão e imediatamente condenados à morte. Mas é claro, que para escapar desse pesadelo que é a prisão, eles dependerão um do outro e então começam a aprender cada vez mais sobre seus dons, que até então não sabiam que eram tão fortes.

A história possui uma narração envolvente, tendo alternações de narrador entre os dois irmãos, o que torna muito fácil e rápido de ler.
Confesso que esperava mais do livro, mas gostei dele mesmo assim. Para quem não espera uma grande obra-prima, ele diverte bem.

Curiosidades:
Este livro faz parte de uma série, em que James Patterson se reúne a outros autores. 
O livro 1 foi publicado apenas ano passado aqui no Brasil, mas até onde se sabe, quatro deles já foram publicados nos EUA, e o quinto está previsto para março deste ano.
Os direitos foram vendidos para a série ser transformada em filme!
Há ainda publicados 3 mangás (adaptações dos livros já publicados) e ainda 2 Graphic Novels.
Os livros sequência são:
- O Dom, também publicado em 2013 pela Nova Conceito
- O Fogo (tradução livre para The Fire)
- O Beijo (tradução livre para The Kiss)
- o quinto ainda não sei o nome, se alguém souber, avise!



Resenha: A Guerra dos Tronos - As Crônicas de Gelo e Fogo

Obra escolhida para o Desafio Literário de Janeiro
Autor: George R. R. Martin 
Editora: LeYa Brasil
Ano: 2012
páginas: 592






Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceito
u a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister - e sua intenção é proteger o rei.
Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família.


Confesso, comprei porque meu marido queria muito ver a série e eu não queria assistir sem antes ler, eu tenho TOC, faz parte.
Acho que tinha medo de não gostar, sei lá, não costumo comprar muitos livros sobre "espadas", mas o TOC foi mais forte. E Ahhh, que bom. É lindo. Lindo de ler, lindo de ver. É mágico.
A história se passa pela visão de vários personagens, portanto não temos aqui um personagem protagonista, temos vários. O autor dá a entender quem é "bom" e quem é "mal", mas isso pode mudar completamente segundo a opinião de cada um.
A população é dividida por casas, como se fossem clãs, e tem realmente vários, tornando a leitura inicial meio confusa, mas nem por isso chata.
Não vou contar aqui sobre a história, tem que ler pra saber, e se eu pudesse te dar um conselho aqui e agora, seria esse: LEIA!

Resenha: O hobbit

Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Martins Fontes
Ano: 2012
páginas: 296





Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições, raramente aventurando-se para além de sua despensa ou sua adega. Mas seu contentamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de
anões batem à sua porta e levam-no para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por Smaug, o Magnífico, um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura, mas acaba surpreendendo até a si mesmo com sua proeza e sua habilidade como ladrão!

O que dizer além de que: "Numa toca no chão vivia um Hobbit."?
Bilbo Bolseiro é um Hobbit um pouco fora do comum, pois Hobbits são pouco dados à aventuras, mas depois de uma pequena visita do Mago Gandalf e de alguns anões folgados, Bilbo topa participar da jornada que eles tem pela frente como seu ladrão.
Como era de se esperar, tendo conhecimento do estilo de vida dos Hobbits, os anões não estavam colocando muitas esperanças no desempenho da pequena criatura de pés peludos, mas felizmente para eles, Bilbo se tornou uma grata surpresa.
Podemos ver com o passar do tempo o crescimento de Bilbo, não no tamanho, é claro, mas na maturidade, na coragem, na alma. Quantos homens teriam conversado de tão perto com o Poderoso Smaug, o Dragão (mesmo com a ajuda do anel)? E quantos teriam enfrentado as terríveis aranhas, a fim de salvar seus preciosos amigos? Não muitos, mas Bilbo sim.
Sem contar a minha parte preferida, quando Bilbo, muito sorrateiro, brinca do jogo de adivinha com Gollum, vulgo Sméagol, que me arrancou muitas risadas dentro do ônibus, pelo seu jeito de falar. Mãoses e Olhosos. Ok.
Enfim, é ótimo, é Tolkien, vale a pena.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Resenha: A Tormenta de Espadas


Obra escolhida para o Desafio Literário de Janeiro

Autor: George R. R. Martin 
Editora: LeYa Brasil
Ano: 2011
páginas: 840




Tormenta de Espadas é o terceiro e o mais extenso volume até agora das “Crônicas de Gelo e Fogo” com novos pontos de vistas como Jaime Lannister e Sammuel Tarly, e claro com muitas mortes e reviravoltas.

Se você pensa que sabe para qual caminho a história seguirá, não, você não sabe. A narrativa é mais rápida, com muita ação e também envolvente, a cada página queremos mais, sempre seguido da interjeição: “E agora, o que vai acontecer?”. Muitos porquês deixados para nós, os leitores, nos últimos volumes foram explicados nesta edição: quem matou Jon Arryn, quem tentou matar Bran Stark, porque Jaime matou Aerys, quem são os passarinhos da Aranha, inclusive uma suposta mãe para Jon Snow e claro, como se joga o jogo dos tronos.
O ponto negativo foi para Arya Stark, que ao longo do livro me pareceu andar em círculos, pontos positivos para Jaime Lannister, e agora sabemos o quanto é ácido e divertido seu humor. Não teria como encerrar a resenha sem falar do casamento vermelho. Confesso que ao ler eu já sabia, mas temo que fãs despreparados ficarão chocados, aprendi também que os casamentos de Martin são perigosos. Estou realmente contente com o autor por sair do clichê e deixar cabeças rolarem sem piedade, mostrando como uma possível guerra de época funcionaria além de mostrar que cada personagem não é nem bom e nem totalmente mau.