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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Resenha: Quem é você, Alasca?

por Giselle Lupepsa

Obra escolhida para o Desafio Literário, mês de agosto: Título que contenha nome próprio
Autor: John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Ano: 2010
Páginas: 229




Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".
O primeiro livro de John Green, Quem é Você, Alasca? é dividido em duas partes: antes e depois. Essa divisão e os capítulos que começam com quantos dias antes (e depois) dão um ar de suspense a história. Mesmo quando Gordo está curtindo a vida em Culver Creek, você fica na expectativa porque é tão claro que alguma coisa vai mudar tudo na segunda parte do livro. 

Na verdade, eu gostei principalmente da segunda parte do livro onde um acontecimento meio inesperado afeta vários personagens. Não posso contar nada dessa parte porque seria um super spoiler.

Eu só queria que a história em geral não fosse tão dependente do clichê da garota linda meio maluca que deixa todos os garotos ao seu redor apaixonados. No final, Quem é Você, Alasca? é apenas mais um livro adolescente divertido, mas nada memorável.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Resenha: O Retorno do Rei


 
Esta resenha diz respeito à obra escolhida para o Desafio Literário de Janeiro, desculpem pelo atraso!

Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Martins Fontes
Ano: 2009
páginas:464
 

Finalmente, depois de muito negligenciar e 'retornar' a ler O Senhor dos Anéis, eis então que decido lê-lo e terminar essa trilogia.
Não que eu não goste da trilogia, muito pelo contrário, mas quem passou pel'As Duas Torres, já deve ter um certo receio de que as coisas sejam 'um tanto' paradas. Mas felizmente não é o que acontece. O segundo parece ser um 'prepara o terreno' para os grandes acontecimentos que viriam a acontecer. 
O Senhor dos Anéis é como um rio. Calmo na sua nascente, ligeiro em seu regato e suas águas vão aos poucos transcorrendo mais e mais depressa conforme vamos navegando. N'As Duas Torres, porém, as águas são mais turbulentas, que culminam numa grande cachoeira em O Retorno do Rei. E essa impressão fica na leitura, que parece fluir mais. Uma leitura mais rápida e uma acessibilidade maior.

Quem não leu o volume dois ou mesmo o primeiro, atenção: podem haver spoilers.

O volume anterior retrata a queda de Saruman, o envolvimento dos Ents, os membros subsequentes da Sociedade do Anel ao encalço de Frodo e Sam, o aparecimento de Gollum e como ele se torna uma peça fundamental do avanço destes, e ainda há o 'desaparecimento' de Gandalf. E a história não para por aí... 
No terceiro volume, temos a aliança do Mago Branco com o Rei Theóden, a marcha do Exército de Sauron, a marcha da 'Sociedade do Anel' através dos Portões e Sendas dos Mortos. A árdua caminhada de Frodo e Sam pela Montanha da Perdição é penosa e o momento decisivo e que todos esperávamos, é um tanto rápido.
O porém do livro fica nos momentos após ao ‘desfecho’, que é deveras prolixo; poderia ter sido mais rápido e menos detalhista, é a impressão que fica. Mas a verdade é que, se não fosse detalhista, não seria J. R. Tolkien. 
Vale muito a pena a ler. E depois que termina, prepare-se, porque dá uma saudade da Terra Média...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Resenha: O hobbit

Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Martins Fontes
Ano: 2012
páginas: 296





Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições, raramente aventurando-se para além de sua despensa ou sua adega. Mas seu contentamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de
anões batem à sua porta e levam-no para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por Smaug, o Magnífico, um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura, mas acaba surpreendendo até a si mesmo com sua proeza e sua habilidade como ladrão!

O que dizer além de que: "Numa toca no chão vivia um Hobbit."?
Bilbo Bolseiro é um Hobbit um pouco fora do comum, pois Hobbits são pouco dados à aventuras, mas depois de uma pequena visita do Mago Gandalf e de alguns anões folgados, Bilbo topa participar da jornada que eles tem pela frente como seu ladrão.
Como era de se esperar, tendo conhecimento do estilo de vida dos Hobbits, os anões não estavam colocando muitas esperanças no desempenho da pequena criatura de pés peludos, mas felizmente para eles, Bilbo se tornou uma grata surpresa.
Podemos ver com o passar do tempo o crescimento de Bilbo, não no tamanho, é claro, mas na maturidade, na coragem, na alma. Quantos homens teriam conversado de tão perto com o Poderoso Smaug, o Dragão (mesmo com a ajuda do anel)? E quantos teriam enfrentado as terríveis aranhas, a fim de salvar seus preciosos amigos? Não muitos, mas Bilbo sim.
Sem contar a minha parte preferida, quando Bilbo, muito sorrateiro, brinca do jogo de adivinha com Gollum, vulgo Sméagol, que me arrancou muitas risadas dentro do ônibus, pelo seu jeito de falar. Mãoses e Olhosos. Ok.
Enfim, é ótimo, é Tolkien, vale a pena.