segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Tubo 5: Lugares Assombrados



por Tathy Zimmermann

O Tubo 5 desse mês faz uma homenagem ao Halloween, e oferecemos a todos os que gostam de histórias de terror e sobrenatural, fantasmas, vampiros, monstros, assombrações, também aqueles que morrem de medo e mesmo assim adoram essa sensação. Por isso, selecionamos 5 lugares assustadores ao redor do mundo.
  • A Casa em Amytiville, EUA
Em 1965, a família DeFoe adquiriu uma casa no número 112, da Ocean Avenue, em Amityville, Nova York, e colocou uma placa na entrada dizendo “grandes esperanças”. Mas o filho da família, Ronald Junior, ao que parece, não concordava com os dizeres – na madrugada de 14 de novembro de 1974, Ronald assassinou toda a família (pai, mãe, duas irmãs e dois irmãos) a tiros e, após isso, foi condenado à prisão perpétua. Treze anos depois, a família Lutz se mudou para a casa mesmo sendo alertada do que havia ocorrido ali. Por conta disso, os Lutz optaram por abençoar o lugar. 

Durante a benção, o padre ouviu em um dos quartos a frase “vai te embora”, mas não avisou nada para a família. Os fenômenos que aconteceram naquela casa foram tão intensos e assustadores que a família se mudou de lá após 28 dias: objetos voando pelos quartos, lodo verde escorrendo pelas paredes, crucifixos virados para baixo, vozes, barulhos, solavancos e a levitação dos corpos dos próprios moradores, foram alguns dos acontecimentos que assombraram os Lutz no mês em que lá estiveram.



A verdadeira história de Amityville (documentário em inglês)
 
  • Ilha das Bonecas, México
Situada ao sul da Cidade do México, há uma ilha que é considerada assombrada. Dizem que em 1951, uma menina que brincava no local morreu afogada, tentando capturar sua boneca que havia caído no lago. Alguns moradores juravam que ouviam o choro da pobre garotinha durante o dia todo, e isso fez com que um vizinho, Don Julian Santa Ana Barrera, tivesse uma ideia bem estranha: ele começou a recolher bonecas, doadas por habitantes da cidade, para pendurá-las nas árvores em torno do lago onde a tragédia aconteceu. O mais estranho é que Don Julian morreu afogado no mesmo lugar que a menina. Moradores locais evitam aproximar-se do lago, e há relatos de pessoas que escutam o choro da menina, noite e dia.



Vídeo com a história em inglês, mas com imagens que dão nos nervos ;)
  • Mansão Winchester, EUA
A mansão antes do terremoto
Localizada em San José, Califórnia, essa mansão possui uma das histórias mais bizarras dos locais mal assombrados. Críticos literários acreditam que a história dessa mansão inspirou o escritor Stephen King para sua obra Rose Red, a mansão adormecida, como sendo uma casa mal assombrada que se construía e crescia sozinha. 
A lenda de assombração é merecida devido à protagonista dessa história: Sarah, esposa de William Winchester, filho do famoso inventor da arma que levava seu nome, Oliver Winchester. O “REPEATER VULCÂNICO” (vulcão repetidor), que utilizava uma alavanca como mecanismo para carregar e recarregar balas, tornou a arma Winchester famosa. Em 1860, Oliver desenvolveu o HENRY RIFLE, o famoso rifle “que conquistou o Oeste”. Essas invenções renderam uma grande fortuna à família.
O casamento de Sarah e William era feliz, até que em 1866, Sarah deu à luz sua primeira filha, Annie Pardee Winchester. O bebê morreu nove dias depois. A perda do bebê levou Sarah à beira da loucura. Em 1881, William desenvolveu tuberculose e morreu.  
O pesar de Sarah por essa perda, fez com que revivesse toda a dor pela perda da filha. Sarah passou a ouvir barulhos, gritos e pancadas por toda a casa. Assustada, ela foi aconselhada por amigos da família a procurar um médium espírita, que poderia ajudá-la a se comunicar com a família perdida. Esta visita de Sarah ao médium moldou o resto da vida dela. O médium informou que Sarah estava sendo alvo do ódio dos espíritos mortos pelas armas Winchesters e aconselhou a mulher a mudar de casa e, uma vez que encontrasse o lugar certo, promover uma reforma para que os bons espíritos pudessem se acomodar em sua nova residência.  
Acontece que Sarah criou uma compulsão por reformas: a partir do momento em que encontrou a casa, ela só parou de reformá-la quando morreu, 38 anos depois. Durante esses anos, as reformas aconteciam 24 horas por dia. Sarah não contratava arquiteto nem engenheiro. Segundo a lenda, ela era guiada pelos bons espíritos. A moça mandava construir quartos e os quebrava no dia seguinte; mandava levantar escadas que acabavam no teto; portas que davam para paredes; criava cômodos e os selava; ordenava a criação de passagens secretas. Dizem que ela nunca dormia no mesmo quarto por duas noites seguidas. O saldo da reforma só pôde ser contabilizado após a morte de Sarah: 160 quartos, 2 mil portas, 10 mil janelas, 47 escadas, 47 lareiras, 13 banheiros e 6 cozinhas. É visto por muitos como a casa mais assombrada dos Estados Unidos. O aposento mais misterioso da casa é o quarto azul, onde Sarah conduzia as suas sessões espíritas particulares. Ninguém pôs os pés neste quarto enquanto ela era viva. Alguns creem que o quarto é uma passagem para os visitantes de outra dimensão. Dois funcionários que trabalham hoje na casa, John e Jack Sttubert, concordam que o quarto é uma passagem para o outro mundo.  
Eu me virei, olhei para o corredor e vi um homem parado lá. Então ele desapareceu e eu desci para ver se havia alguém na casa, mas não havia ninguém lá. Nunca acreditei em espíritos, fantasmas ou qualquer coisa assim, mas agora eu acredito que aja uma coisa nesta casa.”, conta Jack. 
Hoje, ninguém mora na casa, mas ela está aberta aos turistas que quiserem visitá-la. As excursões com lanternas são um evento popular no Dia das Bruxas, bem como às sextas-feiras e nos 13ºs dias. Ainda hoje, dizem ser comum ver aparições de mortos. Algumas pessoas dizem que Sarah Winchester ainda caminha pelos corredores. 

Reality Show - Weird Us - visita a Mansão Winchester (em inglês)

  • Castelo de Bran, Romênia
Foi a moradia do famoso príncipe Vlad “Dracul” Tepes, líder guerreiro que no século 15 lutou pela ordem dos Cavaleiros do Dragão ao lado dos cristão e contra os turcos. Esse personagem histórico inspirou diversas lendas sobre vampirismo e passou a ser considerado o próprio Drácula, primeiro vampiro da História.
Vlad passou à História por cometer inúmeras atrocidades. Entre as inúmeras barbaridades que teria cometido citam-se: empalar seus inimigos e beber o sangue deles. O castelo no qual morou fica na Transilvânia, região atualmente localizada na Romênia.
Construído há cerca de dois mil anos, o Castelo de Bran é cercado de mistérios sobre a existência de passagens secretas e de acontecimentos sobrenaturais. Apesar da lenda de que Vlad tenha se transformado num vampiro, o que mais assusta no Castelo de Bran são as memórias das atrocidades cometidas por ele enquanto ainda era um ser humano.

Site oficial: Castelo de Bran

Programa "Os lugares mais assustadores na Terra" (em inglês)

  • Reitoria de Borley, Inglaterra

A antiga propriedade da Reitoria de Borley, no Condado de Essex, marcou época e até hoje é lembrado como um dos mais notórios casos paranormais da história. A construção foi erguida em 1862 para receber a família do reverendo Henry Dawson Ellis Bull. Logo em 1863, fatos estranhos começaram a acontecer: as pessoas que moravam na casa relatavam ouvir passos, pancadas e vozes pelos recintos. Em 1892, o vigário morreu e quem tomou posse da casa foi seu filho, Harry Bull, mas os fenômenos assombrosos não cessaram. As quatro irmãs de Harry avistaram, ao mesmo tempo, o espírito de uma freira no jardim da residência, e sua mulher, a Sra. Smith, disse ter enxergado uma carruagem fantasma durante a noite. 
A partir de 1930, quando o reverendo Lionel Foyster e sua família se estabeleceram na casa, as manifestações passaram a ter caráter travesso/agressivo: mensagens nas paredes, objetos arremessados e até o incêndio de um cômodo foram algumas da experiências ocorridas.
A mulher de Foyer diz ter sido arremessada da cama certa noite. Em 1937, Harry Price, um pesquisador de fenômenos psíquicos, foi estudar cientificamente os acontecimentos da Reitoria de Borley com mais 48 pessoas que ele recrutou. Um dos resultados alcançados foi a conversa com dois espíritos: o de uma freira (que diz ter sido assassinada naquele local antes da construção da reitoria) e outro que se identificou como “Sunex Amures”, o qual disse que a casa iria ser incendiada. De fato, 11 meses depois, em 1939, a reitoria pegou fogo e foi completamente destruída.



Vídeo com algumas imagens da Reitoria

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Resenha: O colecionador de ossos

por Mee


Obra escolhida para o Desafio Literário de setembro: serial killer

Autor: Jeffery Deaver 
Editora: BestBolso
Ano: 2008
páginas: 462




Setembro chegou e com o ele o tema do desafio literário “Serial Killer”. Fazia um tempo que tinha este livro na estante e aguentei os nove meses para nascer lê-lo e não me arrependi.

É um romance policial com o maior foco nos investigadores e pouco no assassino, tem muitos detalhes técnicos da polícia e da técnica forense, incluindo muitas siglas e aparelhos, os personagens também não ficam para trás, sendo muito bem detalhados física e mentalmente.
A história se passa em Nova Iorque em meio a uma grande convenção que agita a cidade e é por aí que o assassino começa a agir, sequestrando um casal recém-chegado no aeroporto com seu táxi sem trancas por dentro.
Amélia é uma simples policial que tem problemas nas juntas e por isso pede transferência para o setor interno da polícia. Em seu último dia como patrulheira, é chamada para verificar uma ocorrência próxima aos trilhos do trem e no local descobre um corpo completamente enterrado com apenas um dedo para fora descarnado.
Para proteger a cena do crime faz com o que trem pare seu itinerário bem como as ruas agitadas em volta, o que lhe custa uma bronca do Capitão da NYPD. Contudo, conquistou um lugar especial no coração do ex-criminologista Lincoln Rhyme, que tem um grande potencial, mas devido a um acidente em campo de trabalho fraturou a coluna perdendo os movimentos do corpo, exceto do pescoço e de um dedo indicador.
Rhyme está a mais de ano acamado sem nenhuma vontade de viver e procura por assistência para que se realize a eutanásia, tentando provar ao médico que sua vontade de desligar o corpo é algo verdadeiro. 
Nesse meio tempo, a polícia o contata para auxiliar na busca do casal sequestrado no aeroporto e ao ler o relatório sobre o caso ele exige a policial Amélia Sachs para ser seus olhos e suas pernas na investigação.
Sachs aprende com Lincoln, através de um comunicador, a processar a cena do crime e a pensar como uma criminologista, através de análises, cheiros, fibras, impressões digitais e como se colocar no lugar do assassino e a pensar como ele, começando uma caçada ao colecionador de ossos.

Até as últimas páginas realmente não sabemos quem é o assassino, porém ele se revela estar muito próximo de Rhyme e Sachs.
 

domingo, 5 de outubro de 2014

Resenha: Dexter - The Final Cut

por Giselle Lupepsa

Obra escolhida para o Desafio Literário de setembro: serial killer
Autor: Jeff Lindsay
Editora: Doubleday
Ano: 2013
páginas: 368



Comecei “Dexter” pelos livros e só depois assisti à série. Deve ser por isso que gosto tanto da caracterização dele nos livros. Ele é um sociopata e um assassino em série de criminosos que vive pelo código de Harry - seu pai adotivo, oficial de polícia -, que exige que Dexter consiga comprovar que suas vítimas, em sua maioria assassinos ou pedófilos, sejam realmente culpadas antes de matá-las. Harry também ensinou Dexter a se encaixar na sociedade, simulando o comportamento de uma pessoa comum. Eu tenho que dizer que este livro foi provavelmente um dos meus menos favoritos da série, porque Dexter tem sentimentos e não segue o código de Harry!!! E o pior, se apaixona por uma estrela de Hollywood.A parte serial killer meio que ficou em segundo plano neste livro, tudo ficou centrado em sua vaidade e seu caso com a atriz. 
Na verdade, tudo que faz de Dexter meio que ficou de lado e não gostei. O livro tinha o potencial de ser um bom Whodunit (quem fez isso), mas como o foco do livro foi a vida sexual e sentimental de Dexter descobrimos a identidade do assassino quase que imediatamente. A tática empregada pelo autor para fazer-nos questionar a identidade dele foi tentar desviar nossa atenção com mais alguns assassinatos após o principal suspeito ter "desaparecido".
Parece que o livro foi escrito por outra pessoa, porque Dexter é outra pessoa. Fiquei chocada e passada por Dexter trair Rita. A insensibilidade em sua decisão de abandonar deixar sua vida para trás e seu distanciamento de Astor e Cody foram tão diferente do Dexter dos seis livros anteriores, porque apesar de Rita ser apenas uma máscara as crianças e seu "treinamento" são importantes para ele. E a ideia dele abandonar a vida perfeita que ele criou por uma mulher e pela perspectiva de fama foram decepcionantes. Definitivamente não parece o livro sobre o Dexter típico, mas ainda assim em alguns momentos você consegue vislumbrar sua personalidade.

Espero que esse não seja o último livro da série, porque uma série tão boa acabar com um livro tão medíocre seria uma vergonha.