terça-feira, 18 de março de 2014

Miliopã com Gengibirra: Seriado da vez...


por Mee

Para inaugurar a coluna Miliopã com Gengibirra nada melhor que falar da série que vem ganhando fãs a cada nova temporada. 



The Walking Dead foi criada pelo quadrinista Robert Kirkman e adaptada para TV por Frank Darabont. A trama se passa nos Estados Unidos com o enredo pós-apocalíptico. A série televisiva foi baseada na HQs de mesmo nome, e também há livros já lançados no Brasil que falam sobre alguns personagens da trama. 
A primeira temporada estreou em 31 de outubro em 2010 com apenas seis episódios de tirar o fôlego. Atualmente está na quarta temporada (e já renovada para quinta) com 16 episódios. 


O personagem principal é o policial Rick Grimes que acorda sozinho no hospital após muitos dias em coma. Mal sabe ele que nada mais é como antes, o apocalipse chegou com uma horda de mortos-vivos. A série conta o que aconteceu com os humanos que sobreviveram a esse apocalipse zumbi e tentam continuar sobrevivendo. A partir deste momento, Rick conduz um grupo de sobreviventes que busca um local seguro para viver e uma possível explicação de como tudo começou.


Ficha Técnica:
The Walking Dead
Gênero: Drama/ Terror/ Thriller
Canal de exibição: AMC, Fox e Band
Data de estreia nos EUA: 30 de outubro de 2010
Data de estreia no Brasil na Fox: 2 de novembro de 2010
Data de estreia na Band: 9 de janeiro de 2013
Temporadas: Quatro, com renovação para a quinta temporada
Informações sobre episódios, resenha ou sinopse:
tv.com
Mais informações no
IMDB



Trailer da primeira temporada com legendas 

domingo, 16 de março de 2014

Tubo 5: Motivos para "desmitificar" os e-readers



por Tati Batista



Nós leitores encaramos com um olhar saudosista nossos livros nesses tempos de e-books. E entre diversos motivos, o mais intimador, é o medo do fim dos livros impressos. Principalmente quando nos lembramos dos casos das mídias digitais. Sinceramente, não acredito muito nessa hipótese – e acho que vocês também não – mas, sempre bate aquele medinho.         
E, antes que vocês me acusem de heresia literária e me levem a fogueira, para a segunda coluna do Tubo 5, por que não apresentar o TOP FIVE do leitor digital? Para tentar dissipar um pouquinho da desconfiança do mundo literário com essa, relativamente, nova plataforma de leitura.
              Admito que eu também demorei um determinado tempo refletindo sobre o assunto. Afinal, como poderia ler um livro sem estar com o próprio livro em mãos? A simples menção disso me parecia assustadora! Até que, depois de muita pesquisa – oi Google! – e preparo psicológico eu resolvi adquirir um... E fui surpreendida!

Por isso, apresento os motivos para “desmitificar” os e-readers

  • Facilidade
Sempre carrego um livro – mesmo quando sei que não vou ter tempo de ler, mas é um hábito sabe? Sinto-me mais segura com ele ali, perto de mim! – e o e-reader permite que eu leve vários, com o peso de um único. No dia a dia e nas viagens! – nunca mais malas pesadas de livros.
  • Sem brilho
Enquanto que os smartphones, tablets etc. funcionam a partir da emissão de uma luz de baixa intensidade, os e-readers utilizam uma tinta magnética denominada e-ink, isto é, uma tinta eletrônica. Segundo a empresa eink.com, o papel eletrônico é constituído por milhões de microcápsulas com o diâmetro de um fio de cabelo humano. Cada cápsula é positivamente carregada com partículas brancas e negativamente carregada com partículas pretas suspensas em um fluído claro. Quando um campo elétrico positivo ou negativo é aplicado, partículas de cor correspondentes movem-se para cima, tornando-se visíveis e assim formando as imagens em tela. Ou seja, enquanto o LCD emite luz, o e-ink, assim como o próprio papel, reflete a luz do ambiente para formar as imagens*. Portanto, não cansa nossos olhos e tem boa resolução. 
Algumas versões mais completas desses aparelhos, ainda possuem uma luz de leitura noturna – feliz serão os nossos maridos/esposas/companheiros(as) de quarto que nunca mais precisarão dormir com a luz acesa!
  • Mais espaço na estante
Para os aficionados e amantes dos livros, fica cada vez mais difícil encontrar espaço para os queridinhos – vulgo, livros. Logo, eles ocupam todas as estantes, invadem outros cômodos e se integram na decoração, tomando conta da casa. E ai é aquela tristeza. Se desfazer de uns, trocar e doar outros. A vantagem dos livros digitais não ocuparem espaço em nossas casas, tem se tornado cada vez mais atraente - especialmente nos tempos em que as pessoas têm optado por morar em apErtamentos. Não deixarei de comprar livros, mas, agora, terei mais espaço para aqueles que, simplesmente ficam sendo lindos na minha estante.
  • Livros mais baratos
Os e-books são, normalmente, de 20 a 30% mais baratos que os livros. Ou seja, em média a cada quatro e-books comprados, podemos comprar mais um com a economia – Yeeah, mais livros! Além da facilidade e rapidez da compra on-line, o que pode ser um motivo de felicidade para os leitores ávidos de plantão que poderão comprar qualquer título em plena madrugada. É o mundo moderno conspirando contra nosso limite no cartão de crédito.Vale dizer que, de vez em quando, a Amazon (do Kindle) oferece livros completos gratuitamente (sem pirataria!), e para quem lê em outros idiomas, esta mesma empresa oferece e-books por menos de 1 dólar (!!).
  • Lançamentos
Para captar novos leitores digitais – ou por um motivo econômico mesmo – as editoras estão lançando primeiro os e-books. Exemplo disso foi o anúncio da Editora Rocco (no dia 10/03/14), sobre a publicação de “Doctor Who – 11 Doutores, 11 Histórias”, sendo que as duas primeiras histórias serão publicadas em e-book agora em março. Enquanto a coletânea completa chega às prateleiras somente no segundo semestre desse ano.
Com todas essas facilidades, na compra e na entrega, os ansiosos – como eu! – podem comemorar e se deixar levar pela nostalgia dos velhos tempos em que era preciso esperar a entrega dos livros pelo correio...



* As informações a respeito do funcionamento da tinta magnética eletrônica, e-ink, foram reproduzidas a partir do site Revolução e-book. Para mais informações, leia a matéria completa aqui.
 
Notas
Obs.¹ Existem no mercado, diversos tipos de leitores digitais e várias marcas ( Kindle, Sony, Nook etc.), entretanto, para fins de parâmetros para a coluna, foi utilizado o Kobo, comercializado pela Livraria Cultura.
Obs.² Este post não é um publieditorial. Todas as marcas e editoras foram citadas apenas com a finalidade fornecer informações.
Obs.³ A coluna não pretende estimular a compra dos e-readers e, muito menos, fazer propaganda de uma marca específica, tem como finalidade apenas “desmitificar” de uma forma descontraída a visão desse produto em questão. O Kobo foi utilizado como parâmetro por ser o leitor digital que eu possuo. Entretanto, como dito anteriormente, o mercado oferece diversas opções.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Resenha: Dragão Vermelho



Obra escolhida para o Desafio Literário de Fevereiro
Autor: Thomas Harris 
Editora: BestBolso 
Ano: 2012 
páginas: 381
 





Este é o primeiro livro da quadrilogia (Dragão Vermelho, Silêncio dos Inocentes, Hannibal e o tardio Hannibal Rising), no qual conta a história de um assassino em série – nomeado pela imprensa de Fada do Dente e, logo após um ocorrido, de Dragão Vermelho – que possui uma fixação por famílias, e algumas especificidades deixadas nas cenas do crime.
Will Graham, que estava em retiro, é requisitado por sua especialidade nesse tipo de crime. Nesta obra, Will terá de enfrentar seus maiores pesadelos, e um deles seu maior inimigo, o psiquiatra sociopata, o doutor Hannibal Lecter.
É inevitável, pelo menos alguma vez você já ouviu falar em Hannibal Lecter! A história desse grande psiquiatra e serial killer se tornou um grande sucesso pela encarnação excelente de Anthony Hopkins, em Silêncio dos Inocentes. Embora Dragão Vermelho tenha sido o primeiro livro, seu filme foi gravado depois de Silêncio, causando um certo conflito na ordem cronológica.
O enredo em si é muito bem amarrado, as crises do nosso Dragão Vermelho são muito intensas e chega a um momento que você pode até sentir certa compaixão pelo assassino. Ele é humano, afinal!
O personagem de Lecter mesmo, nesta obra, não passa de um simples coadjuvante. Alguém que fez parte do passado de Will Graham e o atormenta até os dias corridos da história.
Uma das coisas que achei mais interessante foi o prefácio do autor. Pela forma como Thomas Harris escreve, eu tive a impressão que Will Graham nada mais é que seu alter ego. Inclusive, essa sensação ficou ainda mais clara para mim quando assisti à primeira temporada do seriado Hannibal. É perceptível a semelhança de, pelo menos, 90% dos diálogos, descrições de cenas, entre outros fatos.
É claro, o seriado se passa num passado nunca narrado por Thomas Harris, mas muitos diálogos do livro foram reproduzidos (por outros personagens) no seriado. Há inclusive uma cena em que Will está sonhando que é descrita no prefácio da obra Dragão Vermelho.
Apesar da obra não nos deixar nenhum mistério, pois logo de início o autor já nos apresenta o criminoso, o enredo é muito bem elaborado, com paralelismo nos acontecimentos e uma definição do caráter do nosso serial killer muito interessante. Contamos com alguns flashbacks do Dragão Vermelho, nos levando a entender algumas de suas atitudes.
Apesar de o filme ser muito fiel, ainda assim recomendo a leitura da obra.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Resenha: Inferno

por Tati Batista
 
Obra escolhida para o Desafio Literário de Fevereiro   
Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
páginas: 443



ABANDONAI TODA A ESPERANÇA, VÓS QUE AQUI ENTRAIS

"As lembranças se materializaram lentamente, como bolhas vindo à tona da escuridão de um poço sem fundo.
Uma mulher com o rosto coberto por um véu.
Robert Langdon olhava para ela do outro lado de um rio cujas águas agitadas corriam vermelhas [...]"

                                                               *           *          *           *

O famoso professor simbologista Robert Langdon, acorda atordoado e sem memórias em um hospital. Além de despertar desorientado, no meio da noite, uma dor excruciante em sua nuca demonstra que está ferido. Com cuidado e metodicamente, começa a examinar o ambiente ao seu redor.
O quarto hospitalar possui apenas a sua cama. Sem flores. Sem cartões. Notou a sua roupa ensanguentada em um canto.
Em um novo movimento lento encarou a janela, vislumbrando o reflexo de um homem com os cabelos desgrenhados e aparência cansada. Foi então que notou, com um súbito choque e um latejar na cabeça, através da escuridão da janela, que reconheceu... o Palazzo Vecchio, em Florença!
E todas as outras informações vieram como um choque. Era madrugada de segunda feira, como chegou a Florença? O que aconteceu com ele? E por que não se lembrava dos dois últimos dias?
Antes de obter todas as informações da jovem médica Siena Brooks, um novo atentado contra a sua vida ocorre, obrigando Langdon a fugir, contando apenas com a ajuda da bela médica que acabara de conhecer...

 
                                                              *           *           *           *

Ao começar a leitura dessa nova aventura do nosso querido professor, não acreditei que mais uma vez Dan Brown conseguiria me surpreender. Ledo engano, meus caros. Durante a leitura, fui transportada para dentro das páginas e parecia caminhar lado a lado com Langdon e Sienna pelas ruas de Florença...

Com o desenrolar da história, Brown apresenta temas de suma importância à sociedade contemporânea mas que não nos é comum refletir, como é o caso da superpopulação mundial. E é basicamente em cima dessa "problemática" que toda a sua trama se desenvolve, desembocando em um final inesperado (principalmente para os parâmetros do autor). Sem mencionar que as referências constantes da obra dantesca, nos fazem mergulhar mais profundamente na história e, em diversos trechos me peguei pesquisando as obras citadas. Com o final do livro, a ansiedade para ler a Divina Comédia ficou ainda maior.
Entretanto, de todas as leituras do Brown, apenas um detalhe não me agrada, as tentativas de romances. Por que, sempre se trata de mulheres jovens, dotadas da mais extraordinária beleza e inteligência? (Acho que talvez seja uma das exigências de Tom Hanks...)