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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Resenha:Tamanho 42 não é gorda

por Mee
 
Obra escolhida para o Desafio do mês de junho, comédia.    
Autor: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Ano: 2010   
páginas: 411
 
O tema do desafio de junho era comédia, nada melhor do que escolher o chick-lit (um romance leve e divertido) chamado “Tamanho 42 não é gorda”, que por acaso é o primeiro volume de “Os Mistérios de Heather Wells”.
Heather é uma ex-cantora pop, que durante o Ensino Médio lotava shoppings centers de garotas pré-adolescentes. Sua vida era um sonho até pensar em compor suas próprias músicas e, por isso, ser chutada da gravadora, sua mãe fugir do país com todo seu dinheiro junto com o empresário e, para finalizar: pegar seu namorado com outra.
Sem dinheiro, ela decide aceitar um emprego na Faculdade de Nova Iorque como assistente-diretora de um alojamento estudantil, passando os seis meses de experiência ela poderá ter aulas gratuitas e então se formar em alguma carreira que ainda não decidiu.
O emprego ia muito bem até uma aluna morrer no poço do elevador do prédio em que trabalha, todos acham que é um acidente imprudente, pois os alunos fazem “surfe de elevador” regularmente em função de algum um desafio, mas só Heather não acredita e investiga a fundo, com a ajuda de Cooper, seu senhorio. [Após o rompimento do namoro, ela passou a morar no terceiro andar no prédio rosa que Cooper herdou do avô – detetive particular, irmão do seu ex-namorado (aquele mesmo que ela pegou com outra) e sua paixão secreta].
No fim, o livro acaba sendo um romance policial com um pouco de comédia. A personagem, além de ter sobrepeso pós-fama e não ser virgem, fala e pensa muito em comida enquanto investiga o suposto crime, além de ajudar a gerenciar o alojamento residencial, tentar se declarar para Cooper e reparar que tamanho de roupa as mulheres a sua volta usam.
A história demora um pouco para desenrolar, mas do meio para o fim acaba viciando um pouco e você quer saber quem matou e por qual motivo. 
No Brasil existem mais 3 volumes lançados, e que aproveitei e li todos em sequência. Confesso que ri muito, é uma leitura leve que vai muito bem e achei muito divertida.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Resenha: Zona Úmidas

por Liz




Livro lido para o Desafio Literário de junho: comédia
Autora: Charlotte Roche
Editora: Ponto de Leitura
Ano: 2008
Páginas: 237




[Nós, culturadores, não recomendamos esse livro para menores]


Soube desse livro após ler uma matéria sobre como as pessoas estão obcecadas demais nos seus cheiros e perfumes e secreções corporais. Não o iria ler para o desafio, pois não o achei apropriado ao tema, até ler, em um blog alemão, que ele é considerado humor. Então, resolvi dar uma chance. Agora, não sei se eu sou o problema ou se o problema é o livro. 
Zonas úmidas tem muito pouco de humor e muita,mas muita apelação mesmo. E o pouco de humor que tem é extremamente escatológico.
Helen Memel tem 18 anos e hábitos no mínimo estranhos. Usa suas secreções vaginais como perfume em gotas atrás das orelhas, cultiva caroços de abacate como se fossem seus próprios filhos entre outros hábitos menos higiênicos. Também confessa, sem o menor pudor, o orgulho que sente de suas hemorroidas e dos homens que conseguem encará-las de frente.
Após uma sessão de depilaçao anal mal sucedida, Helen vai para o hospital com uma fissura anal e uma infecção nas hemorroidas. Após a cirurgia, Helen se recupera rememorando sua história sexual e seu corpo entre uma e outra fantasia com o corpo médico do setor de proctologia em que está internada.
O final, assim como quase a totalidade da trama, é fraco e sem nexo. 
Um livro recomendado apenas para os estômagos mais fortes.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Resenha: Maldito Karma

por Giselle Lupepsa

Obra escolhida para o Desafio do mês de junho, comédia.  
Autor: David Safier  
Editora: Planeta do Brasil
Ano: 2010  
páginas: 288
 
 Sinopse
A apresentadora de televisão Kim Lange está no melhor momento de sua carreira. E é justamente nesse momento que sofre um acidente e morre de forma bastante inusitada - é atingida pelo banheiro de uma estação espacial russa! Logo depois de sua morte, Kim se dá conta de que praticamente só acumulou mau karma durante sua vida: traiu seu marido, foi displicente com sua filha e magoou muitos dos que a rodeavam. Em pouco tempo, percebe qual será seu castigo - em um formigueiro, com uma cabeça enorme, duas antenas e seis patas -, Kim descobre que foi transformada em uma formiga. Mas é claro que ela não terá paciência de ficar recolhendo migalhas e migalhas de pão até conseguir reverter os erros cometidos durante sua existência. Além disso, não pode permitir que seu marido seja consolado por outra mulher! Muito menos tolerar que sua filha tenha outra mãe. Só há uma saída - acumular bom karma para ascender na escala da reencarnação e, assim, talvez conseguir se reaproximar de sua família. Porém, o caminho para deixar de ser um inseto e converter-se em algo um pouco mais evoluído é duro e está repleto de adversidades.

Lendo a sinopse, achei que deveria ser um livro muito engraçado. Ledo engano! Há passagens muito divertidas, mas a maioria é bem forçada. Não sei se o problema sou eu que não gosto muito de comédias ou o autor que não me convenceu tentando retratar o ponto de vista feminino. Pode ser que o humor alemão seja bem diferente do que estou acostumada, mas achei mais drama que comédia. Seria uma comédia dramática? Porém nem assim me convenceu.

As partes mais engraçadas são as primeiras reencarnações da Kim, quando ela ainda é uma formiga. Quando somos apresentados ao seu colega de reencarnação Casanova, sim é o Casanova que você está pensando, que já está nesse negócio de reencarnação há séculos, mas nunca evolui. Depois que Kim descobre que precisa acumular karma bom para em cada vida reencarnar em um ser mais evoluído, acaba o humor e vira uma corrida para tentar virar humana e reconquistar seu marido.

Outro ponto negativo pra mim foi o romance no livro. Mesmo ela sendo uma bruxa, parece que exercia uma atração irresistível nos homens que cruzavam seu caminho. Talvez se mostrasse que os homens estavam atrás do sexo me convenceria mais, mas apaixonados por uma pessoa tão egoísta mesmo depois de tanto tempo? Muito bobo, estilo livros romance de banca.

O final é direto de Hollywood, existe uma redenção para quase todos. Sorte que é uma leitura que flui bem, mas nada memorável.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Resenha: Diário de Bridget Jones

por Tathy Zimmermann

Obra escolhida para o Desafio Literário do mês: livro que virou filme
Autor: Helen Fielding 
Editora: BestBolso 
Ano: 2008 
páginas: 319



O “Diário” se tornou mundialmente famoso por causa do filme de mesmo título. No filme, Bridget Jones (interpretado por Renée Zellweger) é uma mulher de 32 anos que, em plena noite de Ano Novo, decide que já está mais do que na hora de tomar o controle de sua própria vida. Assim, começa a escrita de um provocativo, erótico e histérico “diário”, no qual a personagem expõe suas qualidades e seus defeitos, além de relatar, com muito humor, situações que fazem parte do dia a dia de várias mulheres nesta mesma faixa de idade: problemas com o trabalho, a busca do homem ideal etc. A cada nota no diário, Bridget revela seu peso, as calorias e a quantidade de cigarros consumida e unidades alcoólicas ingeridas no dia anterior.
O filme britânico, lançado em 2001, teve seu roteiro escrito pela própria autora do romance, Helen Fielding, sendo, portanto, bastante fiel ao livro.
E já que a ideia é falar do livro, vamos a ele, que foi o segundo romance da escritora, mas foi o grande responsável pelo seu sucesso mundial. A obra é divertidíssima, com situações trágicas que são tão bizarras e cômicas que nos levam às gargalhadas. Esse livro é considerado o pioneiro do gênero chick-lit, estilo literário predileto de várias mulheres, por narrarem o nosso cotidiano de uma maneira bem-humorada e descontraída.
Bridget poderia ser qualquer mulher em qualquer cidade do mundo que passa pelas mesmas situações: solteira de trinta e poucos anos de idade, que mora sozinha, trabalha e luta arduamente contra a balança e os seus vícios na bebida e no cigarro. Mas, acima disso tudo, o seu maior desejo é encontrar um companheiro, alguém que preencha a sua vida e acabe de vez com as suas noites solitárias.
Ela é apaixonada por seu chefe, Daniel Claver, um tremendo cafajeste que abusa da sua posição de chefia e do carinho manifestado por Bridget para levá-la pra cama e causar uma enorme confusão em sua vida. Nossa “anti-heroína” sofre constantemente com as típicas perguntas dos amigos casados e dos familiares de “quando você vai se casar?”, “ainda está solteira?” ou “está namorando alguém?”. Como se isso não bastasse, sua mãe, uma mulher extravagante, que chamaríamos de perua, está constantemente atormentando a filha, querendo casá-la com o primeiro homem solteiro que aparece.
Como toda moça solteira, Bridget tem amigos que estão na mesma situação e é ao lado deles que ela encontra apoio, descontração e diversão. E a trama segue entre os tropeços hilários dessa mulher que busca desesperadamente emagrecer, melhorar profissionalmente, parar de se irritar com  a própria mãe e encontrar um amor. Impossível dizer que me reconheci em várias situações, como acredito que qualquer mulher deva se reconhecer um pouquinho em Bridget. O livro é gostoso, de leitura rápida e ao mesmo tempo faz refletir. Só uma dica, se for ler em locais públicos, cuidado com as gargalhadas! 

Trailer sem legendas